ELECTROENCEFALOGRAFIA (EEG)
Um electroencefalograma (EEG) consiste numa avaliação neurofisiológica da actividade bioeléctrica do cérebro, através do registo com eléctrodos colocados no escalpe, ou em casos especiais, eléctrodos subdurais ou até no córtex cerebral. O conjunto dos registos resultantes é que constitui o electroencefalograma e representa o sinal eléctrico das várias áreas cerebrais. Não são registadas correntes eléctricas isoladas, como frequentemente se interpreta, mas sim as diferenças de potencial eléctrico ou de voltagem entre diferentes partes do córtex cerebral. O EEG é frequentemente usado em investigação dado que o processo é não invasivo para o paciente. O EEG tem a capacidade de detectar alterações da actividade eléctrica cerebral com uma resolução temporal de milissegundos.
COMO SE REALIZA UM EEG: O EEG realiza-se numa cama ou mesa de observação ou poltrona, a maior parte do tempo com os olhos fechados. A tranquilidade e o relaxamento musculares são cruciais, dado que facilitam a aquisição e clareza dos registos/resultados obtidos. Para além do repouso vigil mencionado, serão pedidos determinados procedimentos com a finalidade de analisar o comportamento/ resposta cerebral a diferentes formas de estimulação:
Após o exame, pode retomar a sua actividade quotidiana normalmente; no entanto, se lhe foi administrado um fármaco indutor de sono ou se se encontra em privação de sono, é de todo conveniente que peça a alguém que o transporte a casa. |
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CONTRA-INDICAÇÔES
O EEG não apresenta quaisquer contra-indicações ou riscos, não sendo de esperar a experiência de sensações diferentes daquelas que normalmente se têm em repouso vigil, durante a hiperventilação e fotoestimulação ou em sonolência/sono/despertar.
O QUE PREJUDICA O EXAME?
Não relaxamento muscular. Excesso de movimentos da cabeça e do corpo.
Incapacidade de colaboração nas provas de activação ou no que for solicitado.
Alguns fármacos que não sejam mencionados na altura no registo.
